MEMÓRIA DE PLATAFORMA 

" Creio que uma possível função da pesquisa hoje é , uma vez mais, colocar a questão de identidade num plano social e interpessoal e ajudar-nos a reconhecer a nós próprios no que nos faz semelhantes embora diferentes dos outros."

Alessandro Portelli

1- Introdução. 

O presente projeto de pesquisa , Memória de Plataforma , constitui-se num subprojeto do Memória da Educação na Bahia. Está integrado ao Programa Institucional  de Iniciação Científica, PIBIC/CNPq. Explora a temática da presença jesuítica na educação baiana e suas origens na Aldeia Jesuítica  de São João, atual bairro de Plataforma. Desenvolve-se no Núcleo de pesquisa e Extensão ( NUPE ) do Departamento de Educação da Universidade do Estado da Bahia, Campus de Salvador, desde de 1998, coordenado pela professora Jaci Maria Ferraz de Menezes e co-orientado pela professora Denise Laranjeira com os bolsistas Terciana Vidal Moura e Paulo de Tarso Velanes Borges, da Universidade do Estado da Bahia-UNEB. Acrescenta-se ainda  a sua articulação com o Projeto de implantação do "Memorial Pirajá " sob responsabilidade do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu- CEASB.
Objetiva realizar uma interpretação histórica da missão jesuítica na antiga Aldeia de São João e registrar à memória vigente entre os moradores atuais de Plataforma, visando resgatar as "histórias do lugar", através da Metodologia da História Oral.
O resgate da memória social tem sido um elemento significativo para a construção tanto da história quanto da identidade cultural de diversos grupos sociais. O próprio processo de construção dessa memória é , fora de dúvidas, um mecanismo de inclusão de atores sociais tradicionalmente excluídos, na medida em que valoriza a sua participação na sociedade e os transforma em sujeitos produtores dessa memória.
O Projeto tem como perspectiva de resultados a organização de uma "Memória de Plataforma" que compreende: artigos, vídeos, catálogo de fontes, livro de fotos, etc. e subsidiar o  desenvolvimento de um trabalho educativo no nível fundamental, que prevê, a elaboração de uma cartilha e um projeto de História Oral a serem trabalhados nas escolas públicas de Plataforma, pois, acreditamos que a História Oral seja um mecanismo que permite a democratização do saber, uma vez que os saberes não valorizados, recalcados e excluídos da História oficial, emergem e dão vazão a uma nova forma de compreender o mundo, respeitando a diversidade de concebê-lo.

    " A História Oral. Como valioso recurso interdisciplinar, abre amplos e novos caminhos para as atividades escolares em todos os seus níveis..." ( ATAÍDE: 1998- pg. 125 ).
    " Na nossa sociedade, a história oficial está ligada aos acontecimentos políticos e fatos sociais que envolvem, principalmente, as classes dominantes , com especial ênfase nas pessoas consideradas famosas e notáveis. A história social do nosso povo, dos nossos bairros da periferia e das cidades, do alto sertão, bem como o dia-a-dia do homem comum, ainda está por ser escrita. É preciso que se valorize, também, a experiência popular, a vivência dos alunos e suas famílias e suas formas de resolver seus problemas e criar sua cultura. É portanto, fora de dúvida que a história oral pode assumir o importante papel de dar voz aos excluídos. Tornado público seu discurso reprimido. " ( idem )

O Projeto Memória de plataforma pretende não só contribuir para a organização da Memória da Educação na Bahia, admitindo a dispersão e fragmentação do conhecimento até então produzido nessa região, mas também através de sua metodologia desvendar e identificar os sujeitos construtores da sua história na perspectiva de uma ação educativa integrada.

2- Principais procedimentos e passos metodológicos.
A presente pesquisa contou com diferentes fases para sua execução e desenvolvimento.
A primeira fase considerada Exploratória, consiste na reunião e seleção da documentação, para tanto foram levantados os acervos e fontes ( inclusive orais ) sobre as temáticas da pesquisa: aldeamento jesuíta, índios tupinambá , povoamento e ocupação da região de Plataforma. Pessoas que se especializaram nos temas a serem abordados participaram dessa fase, no sentido de auxiliarem na orientação de leituras e no objeto da pesquisa.
A Segunda etapa, levantamento de dados, consiste na produção de resumos analíticos das fontes escritas, depoimentos orais e/ou visuais ( vídeo) que comporão o Banco de dados do Projeto Memória da Educação na Bahia, além de consolidar o substrato da pesquisa pra a análise final.
A terceira etapa, processamento de dados, consiste na análise aprofundada dos dados e informações obtidas na fase exploratória.
Para realizarmos o resgate das histórias do lugar, realizamos algumas entrevistas com depoentes especializados nas temáticas da pesquisa , moradores  e pessoas ligadas de alguma forma com Plataforma, utilizando-se da Metodologia da História Oral, obedecendo para tanto, aos seguintes aspectos:

  • O primeiro aspecto a ser considerado é a escolha do depoente, isto é, a pessoa que relata a sua história. O universo dos depoentes precisa ser diversificado em termos de idade, tempo de residência no local, tipo de ocupação profissional e religião, a fim de que se possa construir uma visão multifacetada da realidade da memória social.
  • Um segundo aspecto, mais analítico é a identificação da natureza do conteúdo das narrativas que possui um amplo espectro que vai desde os sentimentos mais íntimos do ( a ) depoente, passando por aspectos da sua convivência social, até a narrativa de fatos sociais propriamente ditos. Ressalve-se entretanto que os depoimentos, mesmo os mais intimistas, jamais estão dissociados dos aspectos da vida social e cultural, na  medida em que a construção da própria individualidade não pode prescindir da sua referência social, mudando apenas o âmbito de sua abrangência.
  • Um terceiro aspecto de análise é a estrutura da narrativa. Deve-se buscar perceber a temporalidade de cada narrativa, seu ponto de partida particular. Umas partem da vida atual ( presente ) e buscam explicá-la recorrendo ao tempo da infância e/ou adolescência ( passado ) e outras fazem o caminho inverso.

A noção que se tem de memória  é como um espaço de intercessão individual/coletivo e a pesquisa como processo de investigação disso. Um fato sempre possui diferentes versões e a memória compõe-se destas diferentes versões e não apenas de uma que possa ser considerada verdade.
No trabalho com a História Oral, algo nos marcou enquanto pesquisadores, o respeito ao outro e ao que nos é diferente. O que nos fez estarmos sempre repensando a nossa postura diante do entrevistado e sobre o seu depoimento.

    "Somente a igualdade faz a entrevista aceitável, mas somente a diferença a faz relevante. O campo de trabalho é significativo como o encontro de dois sujeitos que se reconhecem entre si como sujeitos, e consequentemente isolados, e tentam construir sua igualdade sobre suas diferenças de maneira a trabalharem juntos. "( PORTELLI: 1997- pg. 23 )

3- O Bairro de Plataforma.
Plataforma é um bairro do subúrbio ferroviário de Salvador, localizado à margem da Avenida Afrânio Peixoto ou Av. Suburbana , limitando-se de um lado com a orla marítima da Baía de Todos os Santos e do outro lado com o Parque São Bartolomeu. Com cerca de 70 mil habitantes, Plataforma é um dos bairros mais antigos do subúrbio de Salvador.

" ... pode-se perceber que os bairros do subúrbio ferroviário  só começam a tomar corpo a partir do início deste século. Dentre esses bairros, deve ser feita uma exceção a Plataforma que, devido à instalação em 1886, da Fábrica de tecidos São Brás, já possuía uma aglomeração constituída, em parte, por operários da própria Fábrica." ( FONSECA E SILVA: - pg. 71 ).

 O nome Plataforma segundo alguns estudiosos e moradores deu-se, devido a uma balsa, com formato de plataforma flutuante, que fazia a travessia do bairro até a Ribeira, quando os meios de transportes e as vias de locomoção até o centro de Salvador eram limitadas.
Dentre tantos outros bairros de Salvador, por que o interesse em estudá-lo e tê-lo como foco e objeto de pesquisa?
Embora a História Oficial, não o realce ou não dê o merecido valor a importância do mesmo, este traz no seu bojo fatos que o marcaram historicamente. Tais são eles:

  • A Aldeia de São João .

O atual bairro de Plataforma foi no século XVI uma Aldeia jesuítica, a Aldeia de São João, constituída por índios da nação Tupi, os Tupinambá. Esta aldeia formada em 1558 situava-se nas Ribeiras de Pirajá e o seu nome deu-se em homenagem ao seu orago, São João Evangelista, cuja a festa celebrava-se dia 27 de dezembro.
Esta aldeia de São João durou apenas 2 anos, sendo despovoada no dia 8 de abril de 1560, na procissão de Domingo de Ramos liderada pelo líder da tribo Tupinambá  "Mirangoaba ", denominada o promotor da fuga e incitador de desordem. A aldeia de São João começou a ser reconstruída no dia 15 de março de 1561, reconstrução liderada pêlos Padres Gaspar Lourenço e o Irmão Simeão Gonçalves da Aldeia de Santiago. Exata nova aldeia situava-se a seis léguas da Baía de Pirajá e tinha como orago São João ante Portam ( festa 6 de maio ).

       " Há fontes históricas que comprovam que, de fato havia uma aldeia de índios Tupinambá no local que os portugueses chamavam de Ribeiras de Pirajá e que compreende hoje toda a área que vai desde o que conhecemos como a Ribeira, na entrada da Enseada dos Tainheiros até o bairro de Pirajá, nas cabeceiras do rio que deságua naquela enseada e que forma aquela linda cachoeira que está dentro do Parque São Bartolomeu". ( SAMPAIO, J. : 1997- pg. 35 ).

            Estava localizado   Aldeia de São João  , o Engenho de São João, no qual o Padre Antônio Vieira  pregou o seu primeiro Sermão público, em 1633, quando tinha apenas 23 e ainda não era sacerdote, sermão este contra a escravidão dos índios.

  • A invasão Holandesa -

A invasão holandesa marcou presença em Plataforma em 1638. Foi a partir de Plataforma que os holandeses tentaram invadir a cidade. As tropas portuguesas também utilizaram essa estratégia, usando a "Estrada das Boiadas", chamada posteriormente de Rua das Almas e, hoje, 8 de Novembro, via de comunicação entre o norte, o centro e a capital baiana.

     " (...) desfecharam poderosa ofensiva em forma de pinça, contra Escada, e por terra, da estrada das Boiadas. O avanço português resultou no combate de Novembro de 1822, ato heróico que passou à história sob a denominação de "Batalha de Pirajá ". ( MATTOS: 1987- pg. 13 ).

Também em 1624, quando os holandeses invadiram a Bahia, a Aldeia do Espírito Santo tornou-se acampamento militar. Diante deste fato, os padres que nela residiam foram alojar-se na Aldeia de São João, que ficou sendo a sede religiosa da Aldeia do Espírito Santo, atual Abraantes. ( LEITE: 1945 ).

  • A Estrada de Ferro ( Calçada- Paripe ).

A estrada de ferro Calçada - Paripe, foi inaugurada em 1860, começando a expansão urbana rumo ao subúrbio ferroviário. O trem que roda hoje apenas com três vagões, em condições precárias, já foi um dos principais meios de transportes no passado, fazendo viagens até Minas Gerais e São Paulo.

     "(...) então nós íamos de tem para calcada, também o trem daqui passava. Ele viajava para Aracaju, tinha trem para Monte Azul, tinha o trem para Petrolina. Então daqui passavam muitos trens bonitos, tinha uns trens riquíssimos, hoje não existe mais, trens que tinham dormitório, refeitório, cortina. Então era assim que saia daqui de Plataforma, se viajava até para o Rio de Janeiro, para Minas gerais, tinha Monte Azul, os trens passavam aqui, o subúrbio todo ". ( Professora Janete- moradora de Plataforma ).

Era também através do trem que as mercadorias eram trazidas do interior para abastecer a feira.

  • Instalação da Fábrica São Brás.

O bairro de Plataforma começou a ser povoado em 1866 devido a instalação da Fábrica de Tecidos São Brás. Tal acontecimento, proporcionou o povoamento do bairro e a formação da Vila Operária.
Na década de 30, a fábrica foi incorporada pela família Catharino, funcionando no sistema "fábrica com vila operária"  , com casas alugadas a seus operários além de facilitar o acesso a uma creche para os filhos das operárias e uma escola para os moradores dessas casas, que até hoje pagam uma taxa mensal em dinheiro.
O deslocamento da produção fabril para o Sudeste, no final do século XIX e a descoberta do petróleo nos anos 50, redirecionaram os investimentos. Assim muitas fábricas passaram a substituir o algodão pela produção de sintéticos, contribuindo para silenciar os teares da fábrica em 1959.
A fábrica de tecidos são Brás teve um papel fundamental na produção têxtil da Bahia e ainda e o maior marco na história do bairro, remetendo os seus moradores a um passado de gloria e nostalgia.

4- Conclusão.
Apesar de sua importante representação histórica para a cidade de Salvador, por ser um local onde também desembocou a civilização e colonização brasileira, onde ocorreu embates de destaque pela guerra da independência e ainda por ser um dos locais de importância a economia baiana, devido a produção têxtil, Plataforma ainda não encontrou o espaço que merece no roteiro histórico de Salvador, ficando cada dia que passa mais abandonado.
         " E não existe interesse  sócio-político para que Plataforma se torne uma cidade, local onde desembocou a colonização brasileira, onde vieram os Jesuítas, aportaram aqui. Hoje eles ligam mais a Barra, porque a Barra é um local elitizado e que vai turista... mas é falta de interesse político, social e cultural". ( Natanael - morador de Plataforma ).
Plataforma desde da década de 50 vem enfrentando sérios problemas, principalmente quanto ao oferecimento de serviços públicos essenciais a uma vida digna e saudável como: saúde, lazer, saneamento básico e educação.
Com uma população com cerca de 70 mil habitantes, Plataforma só possui 3 escolas públicas ( Úrsula Catharino, São Brás e a Escola Municipal ) e nenhuma delas oferece o ensino médio, fazendo com que muitos adolescentes se desloquem para estudarem no centro da cidade e em outras localidades.
Sendo um dos bairros do "miolo da pobreza "de salvador, denominação  dada ao subúrbio, Plataforma apresenta cenas que evidenciam o seu estado de pobreza e abandono. A ocupação desordenada do solo, a poluição das praias, acúmulo de lixo nas ruas e na beira do mar, que contamina os locais de pesca e mariscagem,  uma das principais atividades econômica de seus moradores, a precariedade no sistema de transporte urbano e férreo,  a violência e a falta de serviços públicos,  são as principais queixas relatadas por seus moradores.
       " Minha visão de Plataforma hoje é, apesar de um lugar que eu amo, porque  eu gosto muito do lugar..., desse lugar que eu vivo, a minha visão..., não é um lugar tão bonito. É bonito no sentido de paisagens, de natureza..., Plataforma é muito bonito. Mas feio na decadência, da estrutura das ruas, dos meios de transportes, a população muito marginalizada, falta de empregos, falta lazer para os jovens. Não temos um lugar para o jovem se reunir. Eles ficam reunidos nas esquinas, sujeitos a muitas coisas, muitos problemas, trazendo problemas para eles e para família. Então o que eu vejo... , o que eu sonho um dia é que, não que volte a ser o que era, mas que melhore um pouco, as autoridades olhem mais para o subúrbio, principalmente para esse lugar. ( Professora Janete- moradora de Plataforma ).
Enquanto Universidade, acreditando no seu papel, tanto de ensino, pesquisa e extensão, pensando em um possível feedbeack que possamos dar a população Plataformense, principal colaboradora do nosso trabalho, nos pesquisadores estamos convictos de que, um trabalho educativo no bairro, utilizando-se da História Oral, seja um eficaz mecanismo para que esta realidade num futuro próximo comece a se modificar, dando saltos qualitativos, quanto aos problemas que a cerca.
 Uma vez que relatos de moradores, evidenciaram que, a falta de (re) conhecimento e identificação da maioria da população em relação a Plataforma e a sua importância histórica, seja talvez, o principal motivo para que  esta não se organize, para uma luta e para a elaboração de políticas públicas em prol do mesmo.
Bibliografia:

  • ALBERTI, Verena. História Oral: a experiência do CEPDOC. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas/ CPDOC.
  • ATAÍDE,  Iara Dulce Bandeira. A História Oral na Escola. Revista da FAEEBA, Salvador/Ba. ,n º 08 jul/dez, 1997.
  • FERNANDES, Florestan. A Organização Social dos Tupinambá: editora HUCITEC, São Paulo, 1989 ( Edição fac-simulada da edição de 1948 do Instituto Progresso Editorial, São Paulo).
  • FONSECA, Antônio A Martins e SILVA, Silvio C. Bandeira de Mello. A Produção do Subúrbio Ferroviário de Salvador: Exemplos de Paripe e Periperi. Revista Veracidade, n. 04, Salvador, 1999. Centro de Planejamento Municipal.
  • GOMES, Mércio Pereira- Os índios e o Brasil. Vozes, Petrópolis, 2a edição. 1991.
  • HOLANDA, Sérgio Buarque: História Geral da Civilização Brasileira, vol. I, Difel, 1981, São Paulo, 6a edição.
  • LEITE, Serafim. História da Companhia de Jesus no Brasil, vol. I, II, V, 1945.
  • MATTA, Roberto da : Relativizando: uma introdução à Antropologia. Vozes, Petrópolis, 3a edição, 1983.
  • PARAÍSO, Maria Hilda: Aldeamento de Salvador no século XVI. Um primeiro esboço. Revista da Bahia, n. 18, set.-nov. de 1990, Empresa Gráfica da Bahia , Salvador.
  • PORTELLI, Alessandro. O que faz a história oral diferente Revista da PUC, n. 14, fevereiro, 1997.
  • SAMPAIO, Teodoro: História da Fundação da Cidade de salvador. Tipografia Beneditina LTDA, BA, 1940.
  • SAMPAIO, José Augusto Laranjeiras. A Presença  Indígena na Bahia de Todos os Santos e na Área do Parque São Bartolomeu. Coleção Cadernos do Parque - História, Natureza e Cultura. Parque Metropolitano de Pirajá, nº 01, Salvador, 1998.
  • SARDENBERG, Cecília M. B. : O Bloco do Bacalhau: protesto ritualizado de operárias na Bahia.  Ritos, Mitos e fatos. Mulher e gênero na Bahia. Coleção Bahianas - vol. I, NEIM/UFBA, 1997.

Doutora em Educação, Coordenadora do NUPE, Gerente de Pesquisa e pós graduação e professora Titular do Departamento de Educação Campus de Salvador- UNEB.

Doutoranda em Educação, Professora de Sociologia da Educação da Universidade Estadual de Feira de Santana.

 

PRODUÇÃO VINCULADA

Terciana Vidal Moura - MEMÓRIA DE PLATAFORMA: O Resgate Da História De Bairro, Como Mecanismo De Inclusão, Identidade E Participação Social.

Terciana Vidal Moura, Paulo de Tarso e Geinara Santana - Entrevista com Silvio Nascimento Ribeiro: Movimento em Defesa do Parque São Bartolomeu